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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sacerdotes


sacerdote africano
Sacerdote
 
A   palavra   sacerdote  (ou sacerdotisa)  deriva  dos  termos  latinos  “sacerdos”   (com   significado   de   sagrado)   e   “otis”  (= representante), designando um (ou uma) representante do sagrado.

Na antiguidade os sacerdotes desempenhavam papéis estreitamente ligados à administração social, econômica e política das civilizações, além da religiosa, considerando a concepção de íntima relação entre o sagrado e as atividades humanas, manifestações da natureza e outros.

Com o passar do tempo, desenvolvendo-se o poder secular, os sacerdotes especializaram-se no que pertine ao divino, deixando a administração material para outros líderes sociais.

A este respeito, interessante ler o artigo “As colunas do templo – As colunas sociais”, que você acessa clicando aqui.

Pela etimologia da palavra, portanto, o sacerdote transita entre as forças, ou colunas, materiais e espirituais, fato que, para os maçons, tem muito significado e que ajuda a compreender uma expressão muitíssimo utilizada no grau de mestre (veja a postagem “Os graus na Maçonaria” clicando aqui).

Com a evolução da religiosidade e o desenvolvimento dos templos (veja postagem a respeito clicando aqui) e sua compartimentação, surgiu o “sanctum sanctorum”, instalado no oriente dos templos, local onde apenas o sacerdote poderia ingressar (sobre o “Sanctum Sanctorum” leia nosso artigo clicando aqui).


Enheduana 


Enheduana
Enheduana



Esta princesa da Acádia viveu no século 23 antes da era Cristã, tornando-se a primeira Alta Sacerdotisa na história conhecida.





maquete da cidade de Ur
Maquete da cidade de Ur

Filha do Rei Sargão da Acádia, comandou o templo dedicado à deusa Nana (Lua), instalado na cidade suméria de Ur.


O posto de Alta Sacerdotisa emprestou grandes poderes a Enheduana, pois que comandava dentre outras coisas o comércio, as artes e a agricultura.

Atribui-se também a ela a condição de primeira autora da literatura universal, filosofia e história da ciência, pois que assinou 42 hinos relacionados aos templos acádios, que se apresentam como o primeiro esforço humano registrado para formatar uma teologia sistemática.

Conforme a Wikipédia:

Sacerdotisas antigas

§  Na civilização suméria e acádia, as Entu eram um escalão de sacerdotisas superiores que eram distinguidas com trajes cerimoniais especiais e o estatuto de igualdade com sacerdotes do sexo masculino. Eram donas de propriedade, realizavam transações econômicas, e realizavam cerimônias com os sacerdotes e reis.
§  As Nadītu serviram como sacerdotisas nos templos de Inanna, na antiga cidade de Uruk. Elas foram recrutados no maior família na terra e que deviam permanecer sem propriedade, sem filhos ou negócios. Também nos textos épicos sumérios como "Enmerkar" e o "Senhor de Arata", Nu-Gig eram sacerdotisas em templos dedicados a Inanna.
§  A Puabi era uma sacerdotisa e rainha semita acádia.
§  Na Bíblia hebraica (קדשה) Qedesha ou Kedeshah , derivado da raiz Q-D-Š eram prostitutas de templo geralmente associadas com a deusa Asherah.
§  Quadishtu serviam nos templos da deusa suméria Qetesh.
§  Ishtaritu eram especializadas nas artesmúsicadança e canto e serviam nos templos de Ishtar

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domingo, 28 de agosto de 2011

O dossel




Dossel é um ornamento, uma cobertura instalada sobre algum ponto de relevância de um ambiente, de forma a demonstrar sua relevância.


Em Maçonaria pode-se encontrar dois dosséis, um simbólico e outro físico. 


Para Joaquim Gervásio Figueiredo (veja “Dicionário da Maçonaria”):

“1. O teto de uma loja maçônica é geralmente considerado o dossel celeste de diversas cores, e bem simboliza o céu estrelado que tolda o verdadeiro templo da humanidade, quando se considera a Loja em seu significado universal. 2. Verdadeiro dossel celeste é a aura multicor do homem real ou maçom ideal, cujo simbolismo se vê na túnica multicor de José, filho de Jacó (Gen. 37:3 e 32), na esplendente vestimenta do Iniciado, segundo diz o hino gnóstico, e no augocides dos filósofos gregos, ou no corpo glorioso de que a alma se reveste no mundo invisível. 3. Lugar onde se coloca o Venerável, no Oriente da Loja. (Cf. Auréola; Corpo Causal)”

No mesmo sentido, existem outras explanações.

“As Lojas Maçônicas estão cobertas por um Dossel celestial, semeado de estrelas onde circulam a lua e o sol.”

- Francisco Ariza (A simbologia da Franco-Maçonaria):

"O Universo é o Templo do Deus que servimos. A Sabedoria, a Força e a Beleza sustentam seu Trono como pilares de sua obra, porque sua Sabedoria é infinita, sua Força onipotente e sua Beleza resplandece na ordem e na simetria do conjunto da Criação. Ele estendeu os céus ao infinito, como um vasto dossel; dispôs a terra como uma tarima, coroou seu templo com as estrelas como um diadema e de sua mão irradiam a potência e a glória. O sol e a lua são os mensageiros de sua vontade e toda sua lei é a concórdia [o Amor]".

O dossel como proteção


Simbolicamente, de um lado, o dossel simboliza uma proteção (veja O Altar na Maçonaria - Hélio P. Leite):

“Sobre o altar do Venerável Mestre há um dossel azul, do que está suspensa uma estrela flamígera, que será iluminada nas sessões e nas festas públicas. O dossel simboliza a proteção e a inspiração do Grande Arquiteto do Universo, das quais o Venerável Mestre necessita para a condução dos trabalhos e direção da Loja.”

No mesmo sentido:


“O Dossel é símbolo de proteção para aquele que se situa sob ele, e por isso, tradicionalmente, era colocado sobre os tronos dos Reis, Papas e Imperadores. Representa a dignidade do que é centro de radiação e do mundo. Se é retangular simboliza o reino terreno, se é circular o reino sagrado. O Delta ou Triângulo Resplandecente, antes referido, nos sugere a trindade do homem feita a imagem do Criador.”

O dossel como objetivo de evolução


De outro lado, o dossel simboliza a evolução na caminhada maçônica:


“Como fiel as tradições religiosas hauridas das associações monásticas e dos canteiros medievais, a maçonaria destaca a escada de Jacó como uma espécie de caminho em direção ao dossel celestial ou a morada de deus.


“O Oriente é a fonte da Sabedoria, motivo pelo qual, os maçons marcham até ele, em busca do conhecimento. No Oriente, o Venerável Mestre situa-se em seu Trono, disposto sobre dois degraus. Por traz do Trono, na parte superior e sobre a parede, deve estar o Dossel, com franjas e adornos de ouro e, sobre este, um triângulo dourado com um olho dentro de um círculo, simbolizando a excelência da Criação, a perfeição divina que não tem começo nem fim, representando a universalidade do GADU. Está escrito em "SALMOS" Cap. 34, Ver. 15 "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos a seu clamor". Em alguns casos, este triângulo resplandecente ou Delta, leva inscrito em seu centro, em caracteres hebraicos, a palavra I.O.D., cujo significado é DEUS, ou seja, o nome de JEHOVÁ.”


“Tu és o Teu Próprio Caminho.

“Por isto está escrito: Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos fará livres. Este mundo não é um antro de demônios expiando seus pecados; este mundo é um dossel de Deuses que dormem, e dormindo, sonham.”

O dossel como espargimento de energia


Buscadores do Sagrado – As transformações da Maçonaria em Belém do Pará
(Patrícia Inês Garcia de Souza)

(...) Exatamente existe...em tese... filosoficamente existe...mas a maioria não tem disso consciência... não se porta como tal...mas tanto que aqui você vê... aqui é um dossel... isso aqui é um dossel...[figura 09] se você puxar uma cortina aqui forma um cilindro...então teoricamente dentro do misticismo maçônico a energia é canalizada... para cá...

“...representava no Egito... na Suméria e quiçá em outras civilizações... aqui ou fora daqui um ponto onde o mais sábio sentava... porque aquele martelinho que ele detém é o martelinho... que Zeus mandava seus raios... é o martelinho de Thor...é o martelinho do “assim está feito”...então ele tinha de ser o detentor da sabedoria...por isso que ele fica... nesse
local que é chamado dossel...ele fica protegido por um dossel...mas é o deveria...tanto que aqui você vê o triângulo equilátero representando a presença de Deus bem em cima dele...”


Nosso entendimento, contudo, abrange todos os anteriores.

O dossel é um símbolo da cortina que separava o “Sanctum Sanctorum” do restante do Templo de Salomão.

O “Sanctum Sanctorum”, como você pode ler com detalhes na postagem de mesmo nome (clicando aqui), era o local onde apenas o sacerdote podia ingressar em ocasião específica, pois que a habitação mais íntima do Divino.

Considerando que o Mestre Maçom trilhou seu caminho pelas colunas da força e da beleza (veja a postagem “As colunas do templo – As colunas sociais”), tornando-se por isto um sacerdote, apenas ele pode ingressar no “Sanctum Sanctorum” maçônico e transitar pelo oriente, assim como apenas ele, regularmente eleito e instalado no trono, pode colocar-se sob o dossel.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Sanctum Sanctorum





 
Temos dedicado algumas de nossas postagens para avaliar o Templo de Salomão, tendo em conta que a grande maioria dos templos das diversas religiões, escolas iniciáticas e outras, são baseadas naquela construção, inclusive o templo maçônico.



Falamos a respeito da caracterização de um templo na postagem “O Templo” (leia clicando aqui).

Igualmente abordamos algumas peças cruciais para a formação do Templo de Salomão, como as colunas que permaneciam à frente da entrada (veja a postagem “As colunas do Templo – As colunas sociais”), o Mar de Bonze (veja a postagem clicando aqui), a Arca da Aliança (clique aqui para ler) e a complexa Menorah (não deixe de ler, clicando aqui).

Hoje teceremos alguns comentários a respeito do cerne do Templo de Salomão, o “Sanctum Sanctorum”.

 
Santo dos Santos era uma sala do Templo de Salomão de 10 cúbitos x 10 cúbitos (5 x 5m) onde ficava guardada a Arca da Aliança.




Naquele local não existia luz natural ou artificial, somente a glória de Deus, a “shekinah”, iluminava o cômodo.

Era naquele recinto que se realizava anualmente uma cerimônia de sacrifício expiatório de um cordeiro sem mácula (Ex. 12:5) pelos pecados do povo (Lev 4:35) e era este o único momento em que o Sacerdote podia falar diretamente com Deus.

Esta sala ficava separada do templo por uma cortina de linho.

O Sacerdote entrava com uma corda no pé para por ela ter o corpo puxado caso morresse por carregar pecados, considerando que, sendo o lugar santíssimo, outros nele não podiam ingressar.

É sabido que os templos apresentam interpretações intimamente relacionadas à vida humana e, assim, ingressar no "Sanctum Sanctorum" (o lugar mais do que santificado) corresponde a encontrar o eu íntimo, refere-se a desnudar-se para si próprio.
A quem mais é possível desnudar-se inteiramente, senão a si próprio?

 
Apenas nós podemos conhecer a completa verdade a nosso respeito, caso tenhamos coragem para fazê-lo. Coragem para enfrentar as nossas verdades.



Por este motivo as escrituras ordenam que o sacerdote ingresse no "Sanctum Sanctorum" desprovido de dinheiro e descalço.

É a representação da libertação de todo contexto mundano, do abandono das posses, para que a verdade possa ser revelada.

O "Sanctum Sanctorum" (o santo dos santos) é a nossa própria consciência. É a columba dos rosacruzes (veja a postagem "Os rosacruzes"). É a transmutação de metais em ouro dos alquimistas (veja as postagens "Os Alquimistas - parte I", "Os Alquimistas - Parte II" e "Os Alquimistas - parte III"). É o que os cabalistas chamam de caminhos da árvore da vida (veja as postagens sobre cabala - parte I, parte II, parte III, parte IV e parte V).

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