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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Códigos de conduta das ordens históricas

Realizamos pesquisas para levar aos nossos leitores um pequeno resumo sobre os códigos de conduta dos membros das ordens iniciáticas, religiosas e militares da história.

Encontramos regramentos que poderiam ser chamados de códigos de conduta entre os templários, samurais, maçons e rosacruzes, com significativas semelhanças entre as duas primeiras e razoáveis distinções para com as demais, muito provavelmente relacionadas às características quase militares das duas primeiras, à influência militar, embora não imperativa na terceira e à dissociação completa com o militarismo da última.

Deixaremos aos nossos leitores a avaliação de todos os regramentos que abaixo expomos.





Templários[1]:

Cavaleiro Templário - por Lióh AC
Cavaleiro Templário - por Lióh AC


ARTIGO 1º
- O Templário está sempre disposto e armado para o combate usando as armas da fé.
 
ARTIGO 2º
- Em tudo o que faz procura encontrar a honra, a fama e a honestidade.
 
ARTIGO 3º
- Defende os pobres e os débeis.
 
ARTIGO 4º - Auxilia os que não se podem defender.
 
ARTIGO 5º - Abstém-se de fazer mal aos que não se podem defender.
 
ARTIGO 6º - Está sempre disponível para lutar a favor da dignidade humana.
 
ARTIGO 7º - Trabalha pela honra em vez de pelo lucro.
 
ARTIGO 8º - Nunca falta à palavra dada.
 
ARTIGO 9º - Defende a honra e a dignidade humana com a própria vida, preferindo ter uma morte honrosa que uma vida vergonhosa.
 
ARTIGO 10- Aprende a realizar os serviços mais pesados com disponibilidade, alegria e bom agrado em favor de outros, aprendendo da humildade de Cristo.

Samurais[2] (Bushido[3])


Samurai - por tourlover
Samurai - por tourlover

1. A busca de uma morte digna. O samurai deve estar pronto para morrer a qualquer momento;

2. A preservação da honra pessoal, de seus ancestrais e de seu senhor;

3. Ao falhar ou manchar sua honra, dos ancestrais ou de seu senhor, o samurai tem de cometer o suicídio ritual, o seppuku[4];

4. O guerreiro deve sempre carregar consigo o seu par de espadas. A espada era a sua alma;

5. Ser corajoso. Melhor morrer do que ser chamado de covarde;

6. Ser justo e benevolente com os mais fracos, mas exigir respeito;

7. Manter sua palavra a qualquer custo;

8. Dedicar-se às artes como forma de aperfeiçoamento;

9. Ter gratidão à família e às pessoas que o ajudaram;

10. Lealdade ao seu senhor e dedicação ao trabalho.


MaçonS:


Maçonaria - por mvschueler
Maçonaria - por mvschueler

I - amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;
 
II - praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;
 
III - praticar a solidariedade maçônica, nas causas justas, fortalecendo os laços de fraternidade;
 
IV - defender os direitos e as garantias individuais;
 
V - considerar o trabalho lícito e digno como dever do homem;
 
VI - exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes;
 
VII - exigir tolerância para com toda forma de  manifestação  de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;
 
VIII - lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos;
 
IX - combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios.


Rosacruzes[5]
(Código Rosacruz de Vida)


Rosacruz
Rosacruz

I - Pela manhã, antes de levantar, agradece ao Deus do teu coração, o novo dia que te é dado viver no plano terreno e pede-lhe que o inspire ao longo desse dia. Depois, de pé e voltado para o Leste, fazer três respirações profundas, concentrando-te na vitalidade, que é despertada em ti mesmo. Feito isto, beber um copo d`água e dar início às tuas tarefas.

II- Apesar das vicissitudes e das provações que a vida comporta, considera-a sempre como o mais precioso bem que o Cósmico outorgou ao ser humano, pois ela é o suporte de tua evolução espiritual e a fonte da felicidade a que aspira. Neste particular, considera teu corpo como o templo de tua Alma e cuida dele o melhor que puderes.

III- Reserva, se possível, em tua casa um lugar para prece, meditação e estudo dos ensinamentos de nossa Ordem. Faze dele o teu oratório particular, o teu Sanctum, e conserva-o livre de toda preocupação e de toda atividade profana.

IV- Antes de cada refeição, dá graças a Deus pela chance que tens de te alimentares, e pensa em todos aqueles que não têm o privilégio de saciar sua fome. Se estiveres sozinho ou na companhia de outros membros da Ordem, coloca as mãos sobre o alimento, com as palmas voltadas para baixo, e fazendo mentalmente, ou em voz alta, a invocação simbólica: “Que este alimento seja purificado e magnetizado pelas vibrações que emanam de minhas mãos, a fim de que ele supra as necessidades do meu corpo e da minha alma. Que todos aqueles que têm fome estejam associados a esta refeição e participem espiritualmente de seus benefícios. Assim Seja!”

V- Sabendo que o objetivo de todo ser humano é de se aperfeiçoar e de se tornar melhor, faze constantes esforços para despertar e expressar as virtudes da Alma que o anima. Ao faze-lo estarás contribuindo para tua evolução e servindo à causa da humanidade.

VI- Durante o dia, isola-te por alguns instantes, de preferência no Sanctum, e irradia pensamentos de amor, harmonia e saúde para toda a humanidade, em particular para todos aqueles que estejam sofrendo, física ou moralmente. Pede também a Deus que os ajude em todos os aspectos e os preserve o quanto possível das tribulações da vida.

VII- Comporta-te de tal maneira que todos aqueles que compartilham de tua vida ou vivem em teu contato, sintam em teu exemplo o desejo de se assemelharem contigo. Guiado pela voz de tua consciência, que tua ética seja a mais pura possível e que tua preocupação primeira seja sempre de pensar bem , falar bem e agir bem.

VIII- Sê tolerante, defendendo o direito à diferença. Nunca uses a faculdade do julgamento para censurar ou condenar a outrem, pois tu não podes ler os corações e as almas. Considera os outros com benevolência e indulgência, atento para o que haja de melhor neles.

IX- Mostra-te generoso para com aqueles que estejam passando necessidades ou que sejam menos favorecidos do que tu. Todo dia procura realizar pelo menos uma boa ação para outrem. Seja qual for o bem que faças a alguém, não te vanglories disso, mas agradece a Deus o ter permitido contribuir para o seu bem-estar.

X- Sê moderado em teu comportamento e evite os extremos em tudo. Demonstra temperança, seguindo o reto caminho do meio em toda circunstância.

XI- Se ocupas um cargo de poder, não te glorifiques disso, nem te deixes arrebatar pela influência que esse cargo te permita exercer. Nunca o empregues para forçar alguém a fazer coisas que reprovas ou que sejam injustas, ilegais ou imorais. Assume-o com humildade, colocando-o a serviço do bem comum.
 
XII- Escuta os outros e fala com o devido conhecimento de causa. Se tiveres de fazer uma crítica, faze com que ela seja construtiva. Se te pedirem opinião sobre um assunto que desconheças, admite humildemente tua ignorância. Nunca te permitas recorrer à mentira, à maledicência ou à calúnia. Se ouvires declarações maldosas a respeito de outra pessoa, não as reforce com a tua condescendência.
 
XIII- Respeita as leis do teu país e te esforces para ser um bom cidadão. Lembra-te sempre de que é na evolução das consciências que se encontra a chave do progresso humano.

XIV- Sê humanista e considera a humanidade inteira como tua família. Além de tua raça, de tua cultura e de tuas crenças, todos os seres humanos são teus irmãos e irmãs. Merecem, por conseguinte, o mesmo respeito e consideração.

XV- Considera a natureza como o mais belo santuário e a expressão da Perfeição Divina na Terra. Respeita a vida em todas as suas formas, vendo os animais como seres, não apenas seres vivos, mas igualmente conscientes e sensíveis.

XVI- Sê sempre um livre pensador. Reflete por ti mesmo, nunca pensando conforme a opinião dos outros. Além disso, dá a todo mundo a liberdade de pensamento; não impões as tuas ideias a outrem e considera sempre que elas são susceptíveis de evoluir.

XVII- Respeita as crenças religiosas ou filosóficas, desde que não atentem contra a dignidade humana. Não apoies nem abones o fanatismo ou o integrismo, em qualquer que seja a forma. Na maneira de viver tua fé, cuida para não seres dogmático ou sectário.

XVIII- Sê fiel às tuas promessas e aos teus compromissos. Quando deres tuia palavra, atribui-lhe um caráter sagrado e compromete tua honra através dela. Se tiveres de prestar juramento, faze-o pensando na Rosacruz, símbolo do seu ideal ético, e lembra-te de que toda mentira de tua parte traz consequências cármicas. Com efeito, se é possível enganar os teus semelhantes, ninguém pode se subtrair à Justiça Divina.

XIX- Se teus meios o permitirem e o desejares, traze teu apoio material à Ordem, a fim de ajuda-la em suas atividades e contribuir para sua perenidade.

XX- Como o objetivo da Ordem é contribuir para a elevação das consciências e transmitir seu ensinamento secular, sabe estar disponível para apresentar seus ideais e sua filosofia àqueles que estejam em busca de conhecimento, sem jamais tentar convence-los.

XXI- Nunca deixes alguém supor que os membros da Ordem são sábios e detentores da verdade. A quem te perguntar, apresenta-te antes como um estudioso ou um buscador da Sabedoria. Nunca pretendas ser um Rosacruz, e sim um neófito em via de aperfeiçoamento.

XXII- À noite, antes de adormecer, faze um balanço do dia que estarás terminando, vendo o que foi construtivo ou não. Em tua alma e consciência, julga o que pensaste, disseste e fizeste ao longo desse dia. Tira disso lições úteis para tua evolução espiritual, tomando boas resoluções. Feito isto, irradia pensamentos positivos para toda a humanidade e depois confia tua Alma a Deus.


[1] Veja o artigo “Os Templários”.

[2] Samurai ( samurai) - era como soldado da aristocracia do Japão entre 1100 a 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana.

[3] Bushido (武士道) literalmente, "caminho do guerreiro", é um código de conduta e modo de vida para os Samurai (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), vagamente semelhante ao conceito de cavalheirismo que define os parâmetros para os Samurais viverem e morrerem com honra.
É originário do código moral dos samurai e salienta a frugalidade, fidelidade, artes marciais, mestria e honra e até a morte. Nascido de duas principais influências, a existência violenta do samurai é atenuada pela sabedoria e pela serenidade do Confucionismo e do Budismo. O Bushido foi desenvolvido entre os séculos 9 e 12 e inúmeros documentos traduzidos a partir dos séculos 12 e 16 demonstraram a sua grande influência em todo o Japão, embora alguns estudiosos terem mencionado que o "termo Bushidō em si é raramente mencionado na literatura pré-moderna".

[4] Seppuku (切腹) é o termo formal para o ritual suicida chamado popularmente de harakiri (腹切り). Harakiri significa literalmente "cortar a barriga" ou "cortar o estômago". Era cometido por guerreiros samurais. Ele é feito para recuperar a honra pessoal ou limpar o nome da família, caso essa honra fosse perdida em alguma atitude indigna, evitar ser sequestrado em um campo de batalha ou por pura lealdade ao daimyo e acompanhá-lo eternamente.

[5] Veja o artigo “Os Rosacruzes”.


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terça-feira, 16 de agosto de 2011

F.U.D.O.S.I. - Federação Universal de Ordens e Sociedades Iniciáticas




Gerard Encausse

Em Junho de 1908, sob a inspiração do Grão Mestre Gerard Encausse (Papus), com o auxilio do Grão Mestre Victor Blanchard, se organizou em París, um Congresso Espiritualista com o fim de reunir num foro comum, os representantes de distintas Tradições Iniciáticas (FUDOSI).

Papus era então Grão Mestre da Ordem Martinista, e tinha altos cargos em muitas outras organizações Iniciáticas de tradições Rosacruzes, Martinistas, Maçônicas, Iluministas, etc. Este Congresso Espiritualista contou com Paul Veux como Secretario, e ao Monsieur Chacornac como Tesoureiro.

O Congresso se levou a cabo durante as semanas de 7 à 19 de Junho de 1908 no "Palácio das Sociedades Sabias", no nº 8 da rua Danton. Distintas publicações esotéricas, tais como "O Véu de Isis", o "Periódico do Magnetismo", e "A Iniciação" se dedicaram a chamar a atenção sobre a idéia primordial deste Congresso, que era o de reunir pela primeira vez as Ordens Iniciáticas que, mesmo diferindo em suas técnicas, coincidiam na elevação da alma do ser humano. 



Este Congresso reuniu a Ordem Martinista, a Ordem Cabalística da Rosa Cruz, o Rito Maçônico de Misraim e outras fraternidades, constituindo um Secretariado na cidade de París. Lamentavelmente, este Secretariado não pode funcionar por muito tempo, devido a Primeira Guerra Mundial de 1914. Pior ainda, o motor e líder do Secretariado, o Grande Mestre Papus, falecia em 1916 devido a tuberculoses que o atacou no campo de batalha.


APÓS A PRIMERA GUERRA MUNDIAL


Harvey Spencer Lewis
Emille Dantinne
Logo depois da morte de Papus, o Grande Mestre Victor Blanchard tentou manter aquilo que havia sido começado. Para isso ele se colocou em contato com Emille Dantinne (Sar Hieronymus), que era o Imperador da Ordem Rosacruz da Europa, e lhe propos o estabelecimento de uma associação mundial de todas as organizações de caracter espiritual e iniciático. Desta maneira, largas negociações se realizaram entre os anos 1930 e 1934 entre os dignitários de diversas Ordens e Fraternidades, entre outras, com o responsável da Ordem Rosacruz da América do Norte, o Dr Harvey Spencer Lewis (Sar Alden), quem sugeriu no transcurso de uma viajem a Europa, a criação de um corpo organizativo que defenderia as sociedades místicas reconhecidas como autênticas. 


Em 11 de janeiro de 1933, o Grande Mestre Jean Mallinger, aconselhado pelo Grande Mestre Francois Wittemans, escreveu ao Imperador H. Spencer Lewis da AMORC: "Nos sentimos muito honrados de poder afiliar-nos à eminente Ordem Rosacruz, da qual você é o chefe e o Guia...Nos sentiremos muito honrados de poder colaborar com as atividades da AMORC.


Sob a liderança de Sar Hieronymus se organizou um Congresso na cidade de Bruxelas, Bélgica, durante a semana de 8 a 17 de Agosto de 1934. As catorze ordens e sociedades representadas foram as seguintes:

1) Ordem Da Rosa+Cruz Universal (leia a postagem "Os Rosacruzes")
2) Ordem Da Rosa+Cruz Universitaria
3) Ordem Pytagórica
4) Ordem Martinista E Synárquica
5) Ordem Rosacruz A.M.O.R.C.
6) Ordem Martinista Tradicional
7) Igreja Gnóstica Universal
8) Sociedade De Estudios e Investigações Templarias (leia a postagem "Os Templários")
9) Ordem Kabalística Da Rosa+Cruz
10) Ordem De Estudos Martinistas
11) União Synárquica Da Polonia
12) Ordem Da Milicia Crucífera Evangélica
13) Sociedade Alquímica De França (leia a postagem "Os Alquimistas": parte I, parte II e parte III)
14) Ordem Da Lys e Da Águia 


Swinburne Clymer

Depois de 1934, outras convenções confidenciais se levaram a cabo. Em 13 de agosto de 1939 a FUDOSI se reuniu para tratar o tema da FUDOSFI, organização similar e antagônica liderada por Swinburne Clymer, diretor da Fraternitas Rosae Crucis. A Segunda Guerra Mundial que começou em Setembro de 1939 impediu que estas ordens e fraternidades colaborassem ativamente, assim pagando o preço de extremas dificuldades e perseguições do regime Nazista.


APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 
Agustin Chaboseau
Em 1946 se realizou um grande conclave outra vez em Bruxelas, com a presença de inúmeras Ordens Iniciáticas. Se transmitiram sublimes mensagens de paz e luminosa esperança pela reconstrução do mundo que emergia da espantosa guerra. Durante este conclave se tratou da necessidade de dirigir em todos os países as Ordens Martinistas e reempossar o muito ilustre Grão Mestre Agustin Chaboseau, falecido em 2 de janeiro de 1946.

Em 14 de agosto de 1951 os Imperadores Graõs Mestres da FUDOSI se reuniram pela última vez. Ficaram plenamente satisfeitos, reconhecendo que a meta da Federação se havia alcançado. Se preparou uma proclamação que foi firmada pelos dignitários executivos da FUDOSI e se anunciou oficialmente a dissolução da citada organização. 

O NOME DA FEDERAÇÃO


O nome adotado pelos congressistas foi, em língua francesa, o de "Federation Universelle Des Ordres Et Societés Iniciatiques", e em latim de: "Federatio Universalis Dirigen Ordines Societatesque Initiationis", cujas siglas deram lugar à popular FUDOSI.

A abertura e o fechamento de cada sessão do congresso implicava em que todos os oficiais, legados ou representantes, levassem suas regalias, pompas ou insígnias de sua função e que tiveram lugar diferentes saudações e formas de proceder ritualisticas, participando de toda uma serie de iniciações. A maior parte dos oradores e de todos os dirigentes da convenção eram homens que desempenhavam altas e importantes posições em seus diferentes países, já foram em instituições de educação, tribunais de justiça e professores, homens e mulheres.

Este grande conclave internacional foi uma ocasião de excepcional contato entre alguns dos representantes visíveis da Grande Irmandade Branca, por intermédio de seus mais altos oficiais, Imperadores, Hierofantes, Grãos Mestres e membros dos Conselhos Supremos. Entre os oradores da reunião estava Fr. Wittemans, membro do Senado belga, e autor de una importante obra sobre a tradição Rosacruz, denominada "Nova e Autêntica Historia dos Rosacruzes". 
 

SIMBOLOGIA DO EMBLEMA DA FUDOSI

 
O símbolo da FUDOSI foi desenhado pelo Imperador Spencer Lewis da AMORC e aprovado pelos restantes congressistas. Representa o ovo místico, que no Egito guardava em seu seio todos os mistérios. Leva em seu centro os dois imãs bipolares representando os dois hemisférios unidos em uma mesma fraternidade espiritual. O emblema agrupa em seu centro um triângulo e um quadrado inacabados, já que todas as iniciações tradicionais, longe de combaterem-se, se complementam admiravelmente para dar ao neófito uma luz única. No meio, a cruz representa a corrente cristã da iniciação, como o quadrado simboliza a iniciação helênica, e o triângulo a Iniciação Martinista.


NOSTALGIA DA FUDOSI

 
A FUDOSI não existe mais; sem embargo, seu espírito imortal assim segue iluminando porque ela representa um momento fugaz na historia do Esoterismo (1934 a 1951), durante o qual a Grande Loja Branca do Cósmico teve sua contraparte no mundo material, representada pelos mais altos dignitários.

(com adição de imagens)

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os templários



 
hugo de payens
Hugo de Payens
Hugo de Payens fundou a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo no ano de 1118, com o apoio de outros oito cavaleiros, com a finalidade de proteger os peregrinos que buscavam chegar a Jerusalém, vez que estes eram constantes vítimas de ladrões e a Terra Santa dos ataques dos muçulmanos, garantindo a segurança dos reinos cristãos recém fundados.

A iniciativa ocorreu após a Primeira Cruzada, e teve como incentivador o novo rei de Jerusalém, Balduíno II.
 
Papa Honório II
Para Honório II
O Papa Honório II aprovou oficialmente a criação daquela ordem militar no ano de 1128, concedendo-lhe diversos privilégios, como isenções fiscais e o direito de seu líder se comunicar diretamente com o papa.

A Igreja Católica apoiou com grande vigor a Ordem Templária, tornando-a uma das principais beneficiárias da caridade cristã de então.

O poder e o número de membros da organização cresceu rapidamente e ela foi estruturada compartimentadamente, com membros combatentes e não combatentes.

Os primeiros estavam entre as unidades mais qualificadas das cruzadas, enquanto os não combatentes eram os responsáveis pela gestão de uma grande estrutura econômica, inovando neste ramo de tal forma que as novas técnicas tornaram-se o embrião do sistema bancário.



Fortificações foram construídas pelos templários em toda a Europa e na Terra Santa, servindo de centrais bélicas, de treinamento, mas também de depósito dos recursos financeiros de peregrinos.

Os peregrinos depositavam seus dinheiros em fortificações na Europa, recebendo comprovantes que eram utilizados para a retirada de fundos em outras fortificações encontradas durante a viagem.

 
A regra militar da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo foi escrita por São Bernardo, extraída do salmo 113, 9: "Non nobis Domine, non nobis, sed nomine Tuo da gloriam" (Não a nós Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória).



Em razão do enorme poderio militar da Ordem, os papas a acolheram sob sua imediata proteção por aproximadamente 200 anos, afastando qualquer tentativa de influência, inclusive dos reis da época.

Papa Inocêncio II
Papa Inocêncio II

Em 1139, como exemplo, o Papa Inocêncio II publicou uma bula declarando que os Templários não deviam obediência a qualquer autoridade secular ou eclesiástica, salvo ao próprio papa.

Na impossibilidade de dominar a ordem, reis a ela se associaram, inicialmente ofertando imensas doações financeiras, como também recursos materiais necessários aos combates na Terra Santa.

Jacques de Vitry descreveu os templários: "leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros nos campos de batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos".



Mesquita de Al-Aqsa
Mesquita de Al-Aqsa
A vida templária era bastante austera. Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges. Usavam seus característicos mantos brancos com a cruz vermelha, e seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede (a mesquita Al-Aqsa no cume do monte onde existira o Templo de Salomão em Jerusalém) e do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão".

O exército templário, embora muitíssimo temido, jamais foi numeroso. No auge na Ordem não passavam de cerca de 400 cavaleiros em Jerusalém. 



Símbolo TemplárioO símbolo dos templários buscou representar a pobreza e ao mesmo tempo a coragem. Dois cavaleiros sobre o mesmo cavalo. 

Filipe, o belo
Filipe, o belo


Filipe IV de França pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia.



A ordem de prisão foi redigida em 14 de Setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de Outubro de 1307 (uma sexta-feira) o rei obrigou o comparecimento de todos os templários da França. 


guilherme de nogaret
Guilherme de Noraget
Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no Castelo de Chinon, no qual Filipe IV de França (Felipe, o Belo), influenciado por Guilherme de Nogaret havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.

Papa Clemente V
Papa Clemente V


O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os templários das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de oportunismo político.



Da perda de sua missão, o que caracterizou não mais uma vida austera como no início da ordem, se aproveitou Filipe, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. 

Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição, bem como pelos Concílio de Vienne (França) em 1311 e Concílio regional de Narbona (França) em 1243.

A destruição do arquivo central dos Templários (que estava na Ilha de Chipre) em 1571 pelos otomanos tornou-se o principal motivo da pequena quantidade de informações disponíveis e da quantidade enorme de lendas e versões sobre sua história.

Os Templários tornaram-se, assim, associados a lendas sobre segredos e mistérios, e mais rumores foram adicionados nos romances de ficção populares, como Ivanhoe, O Pêndulo de Foucault, e O Código Da Vinci, filmes modernos, tais como "A Lenda do Tesouro Perdido" e "Indiana Jones e a Última Cruzada", bem como jogos de vídeo, como Broken Sword e Assassin's Creed.



Esquadro e compassoUma das versões faz ligação entre os Templários e uma das mais influentes e famosas sociedades secretas, a Maçonaria.


Historiadores acreditam na separação dos Templários quando a perseguição na França foi declarada. Um dos lugares prováveis para refúgio teria sido a Escócia, onde apenas dois Templários haviam sido presos e ambos eram ingleses. Embora os cavaleiros estivessem em território seguro, sempre havia o medo de serem descobertos e considerados novamente como traidores. Por isso teriam se valido de seus conhecimentos da arquitetura sagrada e assumiram um novo disfarce para fazerem parte da Maçonaria (texto do livro Sociedades Secretas - Templários, editora Universo dos Livros).





Cálice SagradoArca da AliançaMuitas das lendas dos Templários estão relacionadas com a ocupação precoce pela Ordem do Monte do Templo em Jerusalém e da especulação sobre as relíquias que os templários podem ter encontrado lá, como o Santo Graal ou a Arca da Aliança. No entanto, nos extensos documentos da inquisição dos Templários nunca houve uma única menção de qualquer coisa como uma relíquia do Graal, e muito menos a sua posse, por parte dos Templários. Na realidade, a maioria dos estudiosos concorda que a história do Graal era apenas isso, uma ficção que começou a circular na época medieval.

O tema das relíquias também surgiu durante a Inquisição dos Templários, pois documentos diversos dos julgamento referem-se à adoração de um ídolo de algum tipo, referido em alguns casos, um gato, uma cabeça barbada, ou, em alguns casos, a Baphomet (veja a postagem "O bode e a Maçonaria"). Essa acusação de idolatria contra os templários também levou à crença moderna por alguns de que os templários praticavam bruxaria.

Além de possuir riquezas (ainda hoje procuradas) e uma enorme quantidade de terras na Europa, a Ordem dos Templários possuía uma grande esquadra. Os cavaleiros, além de temidos guerreiros em terra, eram também exímios navegadores e utilizavam sua frota para deslocamentos e negócios com várias nações. Devido ao grande número de membros da Ordem, apenas uma parte dos cavaleiros foram aprisionados (a maioria franceses). Os cavaleiros de outras nacionalidades não foram aprisionados e isso possibilitou-lhes refugiarem-se em outros países. Segundo alguns historiadores, alguns cavaleiros foram para Escócia, Suíça, Portugal e até mais distante, usando seus navios. Muitos deles mudaram seus nomes e se instalaram em países diferentes, para evitar uma perseguição do rei e da Igreja.

O desaparecimento da esquadra é outro grande mistério. No dia seguinte ao aprisionamento do cavaleiros franceses, toda a esquadra zarpou durante a noite, desaparecendo sem deixar registros. Por essa mesma data, o Rei Português D. Dinis nomeava o primeiro almirante Português de que há memória, apesar de Portugal não ter armada; por outro lado, D. Dinis evitava entregar os bens dos Templários à Igreja e consegue criar uma nova Ordem de Cristo com base na Ordem Templária, adoptando para símbolo uma adaptação da cruz orbicular Templária, levantando a dúvida de que planeava apoderar-se da armada Templária para si.

Um dado interessante relativo aos cavaleiros que teriam se dirigido para a Suiça, é que antes desta época não há registros de existência do famoso sistema bancário daquele país, até hoje utilizado e também discutido. Como é sabido, no auge de sua formação, os cavaleiros da Ordem desenvolveram um sistema de empréstimos, linhas de crédito, depósitos de riquezas que na sua época já se assemelhava bastante aos bancos de hoje. É possível que foram os cavaleiros que se refugiaram na Suíça que implantaram o sistema bancário no lugar e que até hoje é a principal atividade do país.

Jacques De Molay
Jacques DeMolay, o último Grão Mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, que teria convocado o Papa Clemente V e o rei Filipe, o belo a comparecer perante o tribunal divino no prazo de um ano, o que se teria cumprido.
Menção sobre a Ordem Demolay pode ser encontrada na postagem 

 
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