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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Os graus na Maçonaria

símbolo do grau 33 do rito escocês antigo e aceito



Entre os não maçons existe um grande engano a respeito dos graus maçônicos.
É arraigada a idéia que o maior grau na Maçonaria brasileira é o conhecido como "grau 33", muitas vezes confundido com a figura do Grão Mestre.
Em Maçonaria existem as denominadas lojas simbólicas (leia o texto "O que é uma loja maçônica?"), onde obrigatoriamente todo maçom começa seu estudo.
Estas lojas são responsáveis pela admissão de não maçons à Ordem, via iniciação precedida de formalidades legais maçônicas.
aprendiz maçom
Aprendiz Maçom



Ao ser iniciado, o maçom é automaticamente introduzido no grau 1, conhecido por aprendiz maçom.





companheiro maçom
Companheiro Maçom


Após um período mínimo de tempo de um ano como membro da loja maçônica simbólica e com a demonstração de absorção de conhecimentos do grau 1, o maçom pode ser admitido no grau 2, conhecido por companheiro maçom





mestre maçom
Mestre Maçom
 

Findo o prazo mínimo de seis meses e com a demonstração de absorção de conhecimentos do grau 2, o companheiro maçom pode ser alçado ao grau 3, conhecido por mestre maçom.




Estes são os três graus simbólicos (até considerando que ao final de um ano e meio ninguém verdadeiramente se pode considerar um "mestre") que são ministrados pelas denominadas lojas simbólicas.
Cada loja simbólica é presidida por um mestre maçom eleito por seus pares, que apenas precisa ter sido alçado ao grau de mestre e nele estar há três anos. Não existe exigência de qualquer outra graduação para o ocupar o cargo de presidente de uma loja maçônica.
As lojas simbólicas garantem sua regularidade maçônica (o reconhecimento internacional e o direito de recebimento em qualquer outra loja simbólica do mundo) pela ligação ao que se denomina de potência maçônica regular.
Em São Paulo, por exemplo, as lojas simbólicas são jurisdicionadas a um Grão Mestre Estadual, eleito para exercer o cargo pelos demais mestres maçons e, no caso do GOB, federadas a um Grão Mestre Geral, igualmente eleito por todos os mestres maçons do país.
Os grão mestres estaduais e federais, da mesma forma como os presidentes de lojas simbólicas, têm apenas a obrigação legal de haverem atingido o grau de mestre maçom (grau 3) para que possam exercer seus cargos.

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Tendo o maçom cursado os três graus iniciais (aprendiz, companheiro e mestre), possui ele o direito de seguir adiante nos seus estudos maçônicos.
Para isto, optará dentre os seis ritos maçônicos praticados, escolhendo aquele que melhor lhe parece (veja a relação dos ritos praticados no Brasil na postagem "O que é uma loja maçônica").


rito escocês antigo e aceito
Rito Escocês Antigo e Aceito

O Rito Escocês Antigo e Aceito, o mais praticado no Brasil, possui um total de 33 graus, incluindo-se os três iniciais ministrados pelas lojas simbólicas.

O rito é gerido por um supremo conselho e não mais por um Grão Mestre.



rito adonhiramita
Rito Adonhiramita

O Rito Adonhiramita, um dos mais antigos do país, igualmente possui um total de 33 graus, incluindo-se os três iniciais.

É administrado por um Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita.




rito moderno
Rito Moderno


Composto pelo total de 9 graus, incluindo-se os três iniciais ministrados pelas lojas simbólicas, o

Rito Moderno, o mais antigo do Brasil, é chefiado por um Supremo Conselho do Rito Moderno.



rito de york
Rito de York

O Rito de York, o mais praticado no mundo, possui um total de 7 graus, incluindo os três graus ditos simbólicos.




rito brasileiro
Rito Brasileiro



O Rito Brasileiro, genuinamente nacional, apresenta um total de 33 graus, incluindo os três graus simbólicos.





rito schroeder 

O Rito Schröeder é composto pelo total de 7 graus, incluindo os três graus simbólicos.




Em Maçonaria, o mais elevado grau é aquele alcançado pelo que sabe que nada sabe e que muito ainda há a aprender!





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quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que é uma loja maçônica?

Uma loja maçônica é um local especialmente dedicado às reuniões de maçons (do francês, "maçon" = pedreiro).
Nestes locais nada é vendido, pois que este entendimento a respeito do termo "loja" é muito mais recente do que o anterior, que é local de reuniões.

Lojas maçônicas obrigatoriamente contém templos especialmente destinados às reuniões ritualizadas em Maçonaria.

Templos maçônicos não são locais especiais de adoração de um ou outro deus, mas locais onde o Deus de cada coração e de cada compreensão são adorados.

A "adoração" a Deus, para o maçom tem aspectos muito mais práticos do que simplesmente a contemplação, embora esta não seja descartada. "Adoração" para o maçom também tem o sentido prático da construção do templo interior, ou seja, refere-se a uma série de comportamentos, atitudes, pensamentos, leitura, pesquisa, etc, que permiram que cada maçom seja suficientemente bom e elevado para abrigar o Deus de seu coração e de sua compreensão.

Nos templos maçônicos, como dito, ocorrem sessões ritualizadas, ou seja, devidamente organizadas e ordenadas, com início, meio e fim.

Seis são os ritos praticados oficialmente pela Maçonaria Regular brasileira, quais sejam:
  1. Rito Escocês Antigo e Aceito (conhecido por REAA);
  2. Rito Adonhiramita;
  3. Rito Moderno;
  4. Rito de York;
  5. Rito Brasileiro e
  6. Rito Schröeder.
Os ritos maçônicos praticados no Brasil apresentam sensíveis diferenças, inclusive na concepção teísta ou deísta da divindade, com impactos bastante radicais na forma da condução das sessões.

As lojas maçônicas, no passado como atualmente, foram grandes, senão os únicos, pólos de concentração da liberdade de pensamento e expressão e os focos de grandes avanços sociais e políticos.

No Brasil, por exemplo, foi no interior de uma loja maçônica que primeiramente em grupo se decidiu pela abolição da escravatura.

Uma loja maçônica, portanto, não é local para o exercício desta ou daquela religião em especial, mas um lugar de confraternização, de expressão e de desenvolvimento íntimo.

É um lugar de grande respeito por todas as convicções, por todas as etnias, por todas as compreensões.

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