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sábado, 8 de outubro de 2011

Incenso


Incenso, por Gustavo Nogueira Photography
Incenso, por Gustavo Nogueira Photography

Óleos essenciais e substâncias provenientes de plantas aromáticas compõem o que hoje (e há muito) se denomina incenso, que é um material utilizado em cerimônias religiosas, rituais mágicos e meditação, e que, quando queimado, libera perfumes.

Não raramente o incenso é utilizado para representar o elemento AR, especialmente nos rituais de magia, nos quais o sal representa o elemento TERRA, uma chama o elemento FOGO e uma dose de água a ela mesma. (veja as postagens “Tetragramaton - Os quatro elementos naturais e o quinto elemento” e “Pentagrama e hexagrama”)


Incenso, por barbie_photographer
Incenso, por barbie_photographer
O uso do incenso parece vir de longa data, uma vez que os egípcios já o utilizavam nas cerimônias dedicadas aos deuses (a respeito dos egípcios, veja o artigo “Um pouco sobre o Egito antigo” e acerca do politeísmo veja o texto “O Sol nos mitos, religiões e Maçonaria”). Os egípcios, aliás, tinham um ditado a respeito: “Deuses amam fragrâncias”.

O incenso egípcio resultava de uma combinação de 16 ingredientes, que eram processados de acordo com fórmulas místicas. O Incenso egípcio era feito com ingredientes como mel, vinho, passas, resina, e servia para fins tanto místicos com medicinais.

Para eles, a queima de incenso desempenhava um papel importante na adoração. Crendo que os deuses estavam próximos, os egípcios queimavam diariamente incenso nos seus templos e em altares nas casas, e até mesmo quando tratavam de negócios. Outras nações tinham costumes similares.” (Fonte – clique aqui)

Na bíblia verificamos que o incenso deve ser oferecido em conjunto com outras oblações, (Levítico 2,1), que o incenso deve ser usado em junção com o fogo, (Levítico 16, 12-13), sendo que a própria descrição da produção de incenso se encontram prescritas no Antigo Testamento, no Livro de Êxodo( 30,34-38).

Não se pode esquecer, também, que o incenso teria sido um dos presentes oferecidos pelos “reis magos” ao menino Jesus, como também o foram o ouro e a mirra (árvore cuja resina possui qualidades terapêuticas).

Na antiguidade era comum espalhar resina e ervas aromáticas sobre carvões acesos para purificar o ar e afastar o perigo de infecções. 
 




A fumaça tinha o objetivo de purificação, de relaxamento e também o de afastar ou destruir as influências maléficas provenientes de pessoas, coisas, animais, acontecimentos.


Incenso, por Alexandre Peres
Incenso, por Alexandre Peres
Na visão de alguns, o incenso pode e deve ser utilizado para a “limpeza” de ambientes e para a facilitação da sublimação espiritual. Para estes, ao acender o incenso deve-se manter na mente uma intenção: prece, agradecimento, benção, consagração, limpeza ou purificação do ambiente. Esta concentração em um objetivo, para eles, permite sua consecução pela elevação das intenções simbolizada pela subida da fumaça do incenso.

Alguns tipos de incenso e consequências de seus usos na visão de alguns:

ABSINTO: estimulante, cansaço físico e mental
ALECRIM: saúde, sucesso, libera magoas, purifica
ALFAZEMA: acalma, limpa ambiente, estudos
ALMISCAR: energizante, afrodisíaco, atrai amor
AMBAR: antidepressivo, purifica, meditação
AMOR-PERFEITO: benção, consagração, purifica ambiente
ANGÉLICA: libera angustias, tranquiliza
ANIS: autoestima
ARRUDA: proteção, limpeza de ambiente
BÁLSAMO ROSA: acalma, meditação
BENJOIN: limpeza de ambiente, energizador,
CAMOMILA: acalma, ajuda nos estudos
CÂNFORA: limpeza de ambiente
CANELA: justiça, prosperidade, atrai bens materiais
CEDRO: stress e ansiedade
CIPRESTE: consagração, bênçãos
CRAVO : afrodisíaco, despertar forças interiores
DAMA-DA-NOITE: desperta o amor
EGÍPCIO: purifica ambientes, atrai o amor
ERVA-DOCE: calmante
ESPIRITUAL GUIDE: Purifica e traz bênçãos para o ambiente
EUCALIPTO: purificador de ambientes, revigorante
FLOR DO CAMPO: equilibra o emocional
JASMIM: melhora humor, afrodisíaco, atrai amor
LAVANDA: harmoniza e traz paz ao ambiente
LÓTUS: elevação de vibrações espirituais, estudos
LOURO: prosperidade, atrai dinheiro
MAÇÃ: atrair amor, magnetismo
MIRRA: sorte, saúde, sucesso em negócios
NÓZ MOSCADA: atenua ansiedade
OLÍBANO: criatividade, alegria, paz conjugal
ORQUÍDEA: serenidade, estudos,
PITANGA: Prosperidade e criatividade
PATCHULI: clarividência
ROSA BRANCA: serena purificando, estudos, meditação
ROSA RUBRA: limpa ambientes, atrai paixões
SÂNDALO: purificador, energizante
VERBENA: purificador, afrodisíaco
VETIVER: autoridade
VIOLETA: equilíbrio emocional, estudos, meditação.

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sábado, 13 de agosto de 2011

O SECRETUM SECRETORUM


O Segredo dos Segredos:



Tratado medieval traduzido para o latim no século XII, do original em árabe, escrito no século X, que inclui:

  • A arte de governar;

  • Ética;

  • Fisiognomia;

  • Astrologia;

  • Magia e

  • Medicina.


A origem do tratado é desconhecida, e, embora haja indicações na versão árabe de haver sido traduzido do grego para o sírio e deste para o árabe, não se encontraram versões gregas.

A versão árabe foi traduzida para o Persa, Turco-Otomano, Hebraico, Castelhano e Latim. Do latim, foi traduzido para o Tcheco, Croata, Alemão, Inglês, Castelhano, Catalão, Português, Francês e Italiano.

Aristóteles
Alexandre, o grande


Supostamente o Secretum Secretorum foi escrito por Aristóteles para Alexandre, o Grande, durante suas campanhas na Pérsia.



O texto fala das questões éticas enfrentadas por um administrador, abordando também astrologia e propriedades médicas e mágicas das plantas, gemas e números, além de um estranho relato de uma ciência unificada que somente uma pessoa com a moral apropriada e conhecimento intelectual poderia descobrir.

Uma versão que apareceu no século XIII aborda alquimia e uma versão antiga da tábua esmeraldina (leia as postagens "A tábua de esmeraldas" e "Hermes Trimegistus").

O texto permaneceu na lista dos mais lidos da era medieval por centenas de anos.

Roger Bacon
Roger Bacon, ao encontrar o tratado, compreendeu-o como um caminho que levaria a mais revelações do que uma vida inteira de estudos. Bacon gastou toda a fortuna de sua família tentando encontrar livros secretos e realizar vários experimentos, como também em linguagens, instrumentos e tabelas astronômicas, mas os materiais por ele procurados eram raros e muito caros, razão pela qual aqueles que conhecem “a arte” não podem operá-los e os livros daquela ciência são tão segregados que um homem mal pode encontra-los.

Os acadêmicos de hoje enxergam o Secretum Secretorum como uma janela na vida intelectual medieval: foi usado numa variedade de contextos acadêmicos, e tem um papel sensível nas controvérsias acadêmicas contemporâneas.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Os Alquimistas - Parte II

Veja também:



Ilustração AlquímicaA combinação da Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião é o resumo do que é a ALQUIMIA.



Os quatro objetivos principais declarados pelos alquimistas:
  • ·        Transmutar metais inferiores em ouro;
  • ·       Obter o elixir da longa vida, remédio que curaria todos os males e ofereceria vida longa aos que o ingerissem;
  • ·        Criar a vida humana artificial (o homunculus);
  • ·        Fazer a realeza enriquecer mais rapidamente.

Ciência X Tradição



Embora alguns, influenciados pelo conhecimento científico moderno, atribuam à alquimia um caráter de “proto-ciência”, é importante lembrar que ela possui mais atributos ligados à religião do que à ciência. 

Ao contrário da ciência moderna que busca descobrir o novo, a alquimia preocupava-se com os segredos do passado, e em preservar um suposto conhecimento antigo.

Como dito na postagem “Os alquimistas – parte I”, a ideia da transformação de metais em ouro aparentemente está diretamente relacionada com a evolução da consciência humana, elevando-a da ignorância (o chumbo) até a sabedoria (o ouro).





O trabalho relacionado aos metais, assim, era verdadeiramente uma conveniente metáfora para o reputado trabalho espiritual, especialmente na Idade Média, quando acusações de heresia eram constantes e muito mais comuns da parte da Igreja em relação aos que apregoassem um conhecimento diverso do defendido pela crença imposta.

Nicolas Flamel
Nicolas Flamel
A maior demonstração das metáforas utilizadas pela alquimia está no livro “O Livro das Figuras Hieroglíficas”, de autoria do famoso Nicolas Flamel, em que este afirma que os termos “bronze”, “titânio”, “mercúrio”, “iodo” e “ouro” seriam subterfúgios para confundir os leitores indignos do conhecimento alquímico verdadeiro.

Para os alquimistas, todo o universo caminhava para a perfeição, cabendo-lhes auxiliar a natureza, ou o Ser Divino, na concretização de Seus propósitos.

Veja também:
Os Alquimistas (parte 1)

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