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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os Alquimistas - Parte III (final)

Veja também:


A origem da palavra


Duas são as principais linhas de entendimento a respeito da origem da palavra ALQUIMIA.
  • a.      – Da expressão árabe “al Khen” (de raiz coreana), com significado primitivo “país branco” (nome dado à China na antiguidade por sua relação com o hermetismo).

  • b.      – Da expressão “chyma”, que se relaciona com a fundição do mercúrio.

Os principais movimentos alquímicos


a.     

Alquimia Chinesa – relacionada ao Budismo, com principal objetivo relacionado à produção do elixir da longa vida, diretamente ligado à fabricação do ouro.


a.1. – Alquimia chinesa Waidanshu – busca o elixir da longa vida por intermédio de táticas envolvendo metalurgia e manipulação de elementos.
a.2.- Alquimia chinesa Neidanshu – interna ou espiritual, que procura gerar esse elixir no próprio alquimista.

b.     

Alquimia Ocidental – desenvolvida especialmente no Egito, com principal foco na Alexandria, como também na Mesopotâmia, Grécia, Índia, Mundo Islâmico e Europa.







A “Grande Obra”


Ilustração de um alquimistaObjetivando produzir a pedra filosofal (ou medicina universal) a partir de matéria-prima mais grosseira, trabalhavam os alquimistas.

Esta pedra permitiria obter a transmutação dos metais e o Elixir da Imortalidade, capaz de prolongar a vida indefinidamente.

Alguns consideram que o trabalho de laboratório dos alquimistas medievais com os “metais” era, na verdade, uma metáfora para a verdadeira natureza espiritual da Alquimia. Assim, a transformação dos metais em ouro pode ser interpretada como uma transformação de si próprio, de um estado inferior para um estado espiritual superior. 

Outros consideram que as operações alquímicas e a transmutação do operador ocorrem em paralelo; existem, ainda, outras opiniões.

Paracelso
Paracelso
A Pedra Filosofal poderia não só efetuar a transmutação, mas também elaborar o “Elixir da Longa Vida”, uma panaceia universal que prolongaria a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina. Vários alquimistas são considerados precursores da moderna Medicina, e entre eles destaca-se Paracelso. 

A busca pela Pedra Filosofal é, em certo sentido, semelhante à busca pelo Santo Graal das lendas arturianas, ressalvando-se que estas não são escritos alquímicos, a não ser talvez no sentido estritamente psicológico. Em seu romance “Parcival”, escrito entre os anos de 1210 e 1220, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada do céu por seres celestiais e teria poderes inimagináveis. Também na cultura islâmica desempenha papel importante uma pedra, chamada Hajar El Aswad, que é guardada em uma construção chamada de Kaaba, e que, considerada sagrada, tornou-se em objeto de culto em Meca.

Veja também:
Os Alquimistas (parte 1)

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os alquimistas - Parte I


De onde terá surgido tal “ciência” que atraiu e fascinou tantos homens ilustres da Antiguidade? 

Muito provavelmente já com o homem pré-histórico, observando sua fogueira e a forma como transformava madeira em cinzas, frio em calor, rochas em vidro.


A História define como data provável do surgimento da Alquimia o período entre 300 a 1400d.C. 

Os Alquimistas eram homens que dominavam a metalurgia.


Segundo alguns historiadores teria surgido no Egito Antigo e sua invenção atribuída a Hermes Trismegisto, inventor de todas as artes.

Alquimista 
Muitos povos praticaram a Alquimia. Em alguns países foi protegida e estimulada, no entanto em outros foi reprimida e perseguida.


A etimologia da palavra Alquimia é incerta porém acredita-se que derive do árabe al kimiya, cujo significado é: arte mágica da Terra Negra. Referência ao norte do Egito e ao Delta do Nilo. 

Os egípcios eram peritos em metais e acreditavam nos poderes mágicos de determinadas ligas metálicas.


Foi um estudo que mesclou razão com intuição e misticismo para tentar explicar as transformações da matéria. 

Basil Valentine, alquimista e monge beneditino, descreveu a Alquimia como a investigação dos processos naturais com os quais Deus encobriu as coisas eternas.






A principal meta da Alquimia é transformar metais “vis” em ouro.


Tudo teve início na antiga teoria de Aristóteles de que tudo é formado por quatro elementos básicos: terra, água, fogo e ar. Em diferentes proporções, sim, mas apenas pelos quatro.


Os Alquimistas deduziram então que ajustando as tais proporções uma barra de chumbo poderia transformar-se numa bela barra de ouro.


OuroSua busca constante era pela “Pedra Filosofal”, substância que misturada aos metais provocava a esperada transmutação. Segundo o alquimista Jacob Boehme a Pedra Filosofal é o espírito de Cristo que impregna a alma individual.


Muitos estudiosos dizem que tal idéia é muito simples para a verdadeira busca dos Alquimistas. Haveria outro objetivo por trás de tal conceito. Provavelmente a busca da purificação espiritual.


A intenção era o encontro do puro, no perfeito. Quem sabe a tal “Pedra Filosofal” fosse o caminho para a autopurificação, encontro da perfeição espiritual e conseqüente imortalidade.


Há diversos textos que mencionam o sonho da imortalidade por parte desses homens.

Isaac Newton foi um estudioso da Alquimia.


James Price foi o último alquimista a tentar provar sua descoberta da Pedra Filosofal, em 1783, no entanto após o fracasso de tal experimento ingeriu ácido prússico diante de seus colegas e morreu.


Mas eles foram mais importantes do que se imagina. Aperfeiçoaram processos químicos, tornaram conhecidas substâncias até então desconhecidas, contribuíram para o desenvolvimento de alguns remédios, entre outros.


Incrível a associação que homem faz da pureza ao ouro, metal tão apreciado até nossos dias e que não teve substitutos, apesar de toda a evolução tecnológia e espiritual do ser humano.


Bibliografia

Dicionário de Magia e Esoterismo
Nevill Drury - Editora Pensamento

Alquimistas e Químicos
José Atílio Vanin - Editora Moderna

Enciclopédia de Conhecimentos Esotéricos
Alfredo Nieva - Editora Professor Francisco Valdomiro Lorenz

(*) Márcia Pompei

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