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terça-feira, 16 de agosto de 2011

F.U.D.O.S.I. - Federação Universal de Ordens e Sociedades Iniciáticas




Gerard Encausse

Em Junho de 1908, sob a inspiração do Grão Mestre Gerard Encausse (Papus), com o auxilio do Grão Mestre Victor Blanchard, se organizou em París, um Congresso Espiritualista com o fim de reunir num foro comum, os representantes de distintas Tradições Iniciáticas (FUDOSI).

Papus era então Grão Mestre da Ordem Martinista, e tinha altos cargos em muitas outras organizações Iniciáticas de tradições Rosacruzes, Martinistas, Maçônicas, Iluministas, etc. Este Congresso Espiritualista contou com Paul Veux como Secretario, e ao Monsieur Chacornac como Tesoureiro.

O Congresso se levou a cabo durante as semanas de 7 à 19 de Junho de 1908 no "Palácio das Sociedades Sabias", no nº 8 da rua Danton. Distintas publicações esotéricas, tais como "O Véu de Isis", o "Periódico do Magnetismo", e "A Iniciação" se dedicaram a chamar a atenção sobre a idéia primordial deste Congresso, que era o de reunir pela primeira vez as Ordens Iniciáticas que, mesmo diferindo em suas técnicas, coincidiam na elevação da alma do ser humano. 



Este Congresso reuniu a Ordem Martinista, a Ordem Cabalística da Rosa Cruz, o Rito Maçônico de Misraim e outras fraternidades, constituindo um Secretariado na cidade de París. Lamentavelmente, este Secretariado não pode funcionar por muito tempo, devido a Primeira Guerra Mundial de 1914. Pior ainda, o motor e líder do Secretariado, o Grande Mestre Papus, falecia em 1916 devido a tuberculoses que o atacou no campo de batalha.


APÓS A PRIMERA GUERRA MUNDIAL


Harvey Spencer Lewis
Emille Dantinne
Logo depois da morte de Papus, o Grande Mestre Victor Blanchard tentou manter aquilo que havia sido começado. Para isso ele se colocou em contato com Emille Dantinne (Sar Hieronymus), que era o Imperador da Ordem Rosacruz da Europa, e lhe propos o estabelecimento de uma associação mundial de todas as organizações de caracter espiritual e iniciático. Desta maneira, largas negociações se realizaram entre os anos 1930 e 1934 entre os dignitários de diversas Ordens e Fraternidades, entre outras, com o responsável da Ordem Rosacruz da América do Norte, o Dr Harvey Spencer Lewis (Sar Alden), quem sugeriu no transcurso de uma viajem a Europa, a criação de um corpo organizativo que defenderia as sociedades místicas reconhecidas como autênticas. 


Em 11 de janeiro de 1933, o Grande Mestre Jean Mallinger, aconselhado pelo Grande Mestre Francois Wittemans, escreveu ao Imperador H. Spencer Lewis da AMORC: "Nos sentimos muito honrados de poder afiliar-nos à eminente Ordem Rosacruz, da qual você é o chefe e o Guia...Nos sentiremos muito honrados de poder colaborar com as atividades da AMORC.


Sob a liderança de Sar Hieronymus se organizou um Congresso na cidade de Bruxelas, Bélgica, durante a semana de 8 a 17 de Agosto de 1934. As catorze ordens e sociedades representadas foram as seguintes:

1) Ordem Da Rosa+Cruz Universal (leia a postagem "Os Rosacruzes")
2) Ordem Da Rosa+Cruz Universitaria
3) Ordem Pytagórica
4) Ordem Martinista E Synárquica
5) Ordem Rosacruz A.M.O.R.C.
6) Ordem Martinista Tradicional
7) Igreja Gnóstica Universal
8) Sociedade De Estudios e Investigações Templarias (leia a postagem "Os Templários")
9) Ordem Kabalística Da Rosa+Cruz
10) Ordem De Estudos Martinistas
11) União Synárquica Da Polonia
12) Ordem Da Milicia Crucífera Evangélica
13) Sociedade Alquímica De França (leia a postagem "Os Alquimistas": parte I, parte II e parte III)
14) Ordem Da Lys e Da Águia 


Swinburne Clymer

Depois de 1934, outras convenções confidenciais se levaram a cabo. Em 13 de agosto de 1939 a FUDOSI se reuniu para tratar o tema da FUDOSFI, organização similar e antagônica liderada por Swinburne Clymer, diretor da Fraternitas Rosae Crucis. A Segunda Guerra Mundial que começou em Setembro de 1939 impediu que estas ordens e fraternidades colaborassem ativamente, assim pagando o preço de extremas dificuldades e perseguições do regime Nazista.


APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 
Agustin Chaboseau
Em 1946 se realizou um grande conclave outra vez em Bruxelas, com a presença de inúmeras Ordens Iniciáticas. Se transmitiram sublimes mensagens de paz e luminosa esperança pela reconstrução do mundo que emergia da espantosa guerra. Durante este conclave se tratou da necessidade de dirigir em todos os países as Ordens Martinistas e reempossar o muito ilustre Grão Mestre Agustin Chaboseau, falecido em 2 de janeiro de 1946.

Em 14 de agosto de 1951 os Imperadores Graõs Mestres da FUDOSI se reuniram pela última vez. Ficaram plenamente satisfeitos, reconhecendo que a meta da Federação se havia alcançado. Se preparou uma proclamação que foi firmada pelos dignitários executivos da FUDOSI e se anunciou oficialmente a dissolução da citada organização. 

O NOME DA FEDERAÇÃO


O nome adotado pelos congressistas foi, em língua francesa, o de "Federation Universelle Des Ordres Et Societés Iniciatiques", e em latim de: "Federatio Universalis Dirigen Ordines Societatesque Initiationis", cujas siglas deram lugar à popular FUDOSI.

A abertura e o fechamento de cada sessão do congresso implicava em que todos os oficiais, legados ou representantes, levassem suas regalias, pompas ou insígnias de sua função e que tiveram lugar diferentes saudações e formas de proceder ritualisticas, participando de toda uma serie de iniciações. A maior parte dos oradores e de todos os dirigentes da convenção eram homens que desempenhavam altas e importantes posições em seus diferentes países, já foram em instituições de educação, tribunais de justiça e professores, homens e mulheres.

Este grande conclave internacional foi uma ocasião de excepcional contato entre alguns dos representantes visíveis da Grande Irmandade Branca, por intermédio de seus mais altos oficiais, Imperadores, Hierofantes, Grãos Mestres e membros dos Conselhos Supremos. Entre os oradores da reunião estava Fr. Wittemans, membro do Senado belga, e autor de una importante obra sobre a tradição Rosacruz, denominada "Nova e Autêntica Historia dos Rosacruzes". 
 

SIMBOLOGIA DO EMBLEMA DA FUDOSI

 
O símbolo da FUDOSI foi desenhado pelo Imperador Spencer Lewis da AMORC e aprovado pelos restantes congressistas. Representa o ovo místico, que no Egito guardava em seu seio todos os mistérios. Leva em seu centro os dois imãs bipolares representando os dois hemisférios unidos em uma mesma fraternidade espiritual. O emblema agrupa em seu centro um triângulo e um quadrado inacabados, já que todas as iniciações tradicionais, longe de combaterem-se, se complementam admiravelmente para dar ao neófito uma luz única. No meio, a cruz representa a corrente cristã da iniciação, como o quadrado simboliza a iniciação helênica, e o triângulo a Iniciação Martinista.


NOSTALGIA DA FUDOSI

 
A FUDOSI não existe mais; sem embargo, seu espírito imortal assim segue iluminando porque ela representa um momento fugaz na historia do Esoterismo (1934 a 1951), durante o qual a Grande Loja Branca do Cósmico teve sua contraparte no mundo material, representada pelos mais altos dignitários.

(com adição de imagens)

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domingo, 24 de julho de 2011

Os Rosacruzes

A Ordem Rosacruz é uma Fraternidade que foi publicamente conhecida no século XVII por meio de três manifestos e insere-se na tradição esotérica ocidental.

Esta fraternidade é vista por muitos Rosacrucianistas antigos e modernos como um "Colégio de Invisíveis", formado por grandes Adeptos, com o intuito de prestar auxílio na evolução da humanidade.

Por um lado, alguns metafísicos consideram que a Fraternidade Rosacruz pode ser compreendida, de um ponto de vista mais amplo, como parte, ou inclusive a fonte, da corrente de pensamento hermético-cristã patente no período dos tratados ocidentais de alquimia que se segue à publicação de A Divina Comédia de Dante (1308-1321).

Por outro lado, alguns historiadores sugerem a sua origem num grupo de protestantes alemães, entre os anos de 1607 e 1616, quando três textos anónimos foram elaborados e lançados na Europa: Fama Fraternitatis R.C., Confessio Fraternitatis Rosae Crucis e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz Ano 1459. A influência desses textos foi tão grande que a historiadora Frances Yates denominou este período do século XVII como o período do Iluminismo Rosacruz.

Christian Rosenkreuz
Christian Rosenkreuz
Segundo a lenda, exposta no documento Fama Fraternitatis, essa fraternidade teria suas origens em Christian Rosenkreuz (de início apenas designado por "Irmão C.R.C."), nascido em 1378 na Alemanha, junto ao rio Reno. 


Os seus pais teriam sido pessoas ilustres, mas sem grandes posses materiais. Sua educação começou aos quatro anos numa abadia onde aprendeu várias línguas, além de magia. 

Em 1393, acompanhado de um monge, visitou Damasco, Egito e Marrocos, onde estudou com mestres das artes ocultas, depois do falecimento de seu mestre. 

Após seu retorno a Alemanha, em 1407, teria fundado a "Fraternidade da Rosa Cruz", de acordo com os ensinamentos obtidos pelos seus mestres árabes, que o teriam curado de uma doença e iniciado no conhecimento de práticas do ocultismo.

Teria passado, ainda, cinco anos na Espanha onde três discípulos redigiram os textos que teriam sido os iniciadores da sociedade. 

Depois, teriam formado a "Casa Sancti Spiritus" (a Casa do Espírito Santo) onde, através da cura de doenças e do amparo daqueles que necessitavam de ajuda, foram desenvolvendo os trabalhos da fraternidade, que pretendia, no futuro, guiar os monarcas na boa condução dos destinos da humanidade (veja a postagem "Os Hospitalários"). 

Segundo o texto Fama Fraternitatis, C.R.C. morreu em 1484, e a localização da sua tumba permaneceu desconhecida durante 120 anos até 1604, quando teria sido secretamente redescoberta.

Segundo a lenda constante nos referidos manifestos, a Ordem teria sido fundada por Christian Rosenkreuz, peregrino do século XV (veja a postagem "Os templários"); no entanto, a assunção desta datação é discutível devido ao simbolismo e hermetismo do conteúdo dos manifestos, principalmente nos aspectos numéricos e nas concepções geométricas apresentadas.

Porém, Christian Rosenkreuz é apenas um nome simbólico, que guarda alguns segredos, mistérios em sua etimologia. 

Seu nome tem paralelo com Cristo ou Christos ou Khrestos, Rosen ou Rosa, e Kreuz, ou Cruz. De fato, em textos de outras grandes religiões, seu nome é um enigma, um mistério, um segredo que apenas "quem tem olhos para ver e ouvidos para entender" é capaz de captar.




Uma outra lenda menos conhecida, dispõe que a Ordem Rosa-cruz teria sido criada no ano 46, quando um sábio gnóstico de Alexandria, de nome Ormus e seis discípulos seus foram convertidos por Marcos, o evangelista. A Ordem teria nascido, portanto, da fusão do cristianismo primitivo com os mistérios da mitologia egípcia. Rosenkreuz teria sido, segundo esta ordem de ideias, apenas um Iniciado e, depois, Grande Mestre - não o fundador.

Maurice Magre
Maurice Magre
De acordo com Maurice Magre (1877–1941) no seu livro Magicians, Seers, and Mystics, Rosenkreutz terá sido o último descendente da família Germelschausen, uma família alemã do século XIII. O seu castelo encontrava-se na Floresta Turíngia na fronteira de Hesse, e eles abraçavam as doutrinas Albigenses. Toda a família teria sido condenada à morte pelo Landgrave Conrad de Turingia, excepto o filho mais novo, com cinco anos de idade. Ele teria sido levado secretamente por um monge, um adepto Albigense de Languedoc e colocado num mosteiro sob influência dos Albigences, onde teria sido educado e onde viria a conhecer os quatro Irmãos que mais tarde estariam a ele associados na fundação da Irmandade Rosacruz. A história de Magre deriva supostamente da tradição oral local.

O Sermão da Montanha que contém os fundamentos do discipulado Cristão, também realçados no manifesto Rosacruz Confessio Fraternitatis: "… nós nos reconhecemos como professando verdadeira e sinceramente Cristo (…) viciamo-nos na verdadeira Filosofia, levamos uma vida Cristã".

Deve-se notar que no segundo manifesto, Confessio Fraternitatis em 1615, é feita a defesa da Fraternidade, exposta no primeiro manifesto em 1614, contra vozes que se levantavam da sociedade colocando em causa a autenticidade e os reais motivos da Ordem Rosacruz. 

Pitágoras
Pitágoras
Da forma como são expostos os temas nos manifestos originais e a descrição dos mesmos aponta para grande similaridade com o que é conhecido atualmente acerca da filosofia Pitagórica, principalmente na transmissão de conhecimentos e idéias através de aspectos numéricos e concepções geométricas.

A publicação destes textos provocou imensa excitação por toda a Europa, provocando inúmeras reedições e a circulação de diversos panfletos relacionados com os textos, embora os divulgadores de tais panfletos pouco ou nada soubessem sobre as reais intenções do(s) autor(es) original(ais) dos textos, cuja identidade foi desconhecida durante muito tempo. Na sua biografia no final de sua vida, o teólogo Johann Valentin Andreae (1586 – 1654), insere o terceiro manifesto Rosacruz publicado anonimamente, "Núpcias Químicas", no rol de escritos de sua autoria. É convicção de alguns autores que Andreae o teria escrito como se fosse o contraponto da Companhia de Jesus. No entanto, esta teoria foi posteriormente contestada por historiadores, principalmente pelos católicos, que consideravam os documentos como simples propaganda ocultista, de inspiração protestante, contra a influência do bispo de Roma.

Os textos mostravam a necessidade de reforma da sociedade humana, a nível religioso e sociocultural, e sobre a forma de atingir esse objetivo através de uma sociedade secreta que promoveria essa mudança no mundo. O texto "Núpcias Químicas de Christian Rosenkreutz", contudo, foi escrito em forma de um romance pleno de simbolismo, e descreve um episódio iniciático na vida de Christian Rosenkreuz, quando já tinha 81 anos.

Em Paris, em 1622 ou 1623, foram colocados pôsteres misteriosos nas paredes, mas não se sabe ao certo quem foram os responsáveis por esse feito. Estes pôsteres incluíam o texto: "Nós, os Deputados do Alto Colégio da Rosa-Cruz, fazemos a nossa estada, visível e invisível, nesta cidade (…)" e "Os pensamentos ligados ao desejo real daquele que busca irá guiar-nos a ele e ele a nós".

A sociedade européia da época, dilacerada por guerras, tantas vezes originadas por causa da religião, favoreceu a propagação destas idéias que chegaram, em pouco tempo, até a Inglaterra e a Itália.

Os primeiros seguidores são, geralmente, identificados como médicos, alquimistas, naturalistas, boticários, adivinhos, filósofos e homens das artes acusados muitas vezes de charlatanice e heresia pelos seus opositores.

Tradicionalmente, os Rosacruzes se dizem herdeiros de tradições antigas que remontam à alquimia medieval, ao gnosticismo, ao ocultismo, ao hermetismo no antigo Egito, à cabala e ao neoplatonismo.

Corpus Hermeticum
Corpus Hermeticum
A Fraternidade Rosacruz pode ser compreendida, de um ponto de vista mais amplo, como parte da corrente de pensamento hermético-cristã. Nesse contexto, é clara a influência do Corpus Hermeticum que, após 1000 anos de esquecimento, foi traduzido por Marcílio Ficino, a figura central da Academia Platônica de Florença, em 1460, por encomenda de Cosimo de Médici. Nas Núpcias Químicas de Christian Rozenkreuz, é dito que " Hermes é a fonte primordial".

A grande maioria dos personagens relacionados com o lançamento dos "Manifestos Rosacruzes" se originaram do meio luterano alemão. É de se notar que o próprio Lutero foi um dos primeiros a utilizar uma "rosa-cruz" (o "selo de Lutero", ou "rosa de Lutero") como símbolo de sua teologia. Abaixo de muitas rosas de Lutero está a frase: “O coração do cristão permanece em rosas, quando ele permanece sob a cruz.”

É amplamente discutível se os chamados "reformadores radicais" teriam exercido uma forte influência sobre os rosacruzes, ou, como algumas evidências parecem sugerir, se teriam sido os Rosacruzes a influenciar esses reformadores. Esses pensadores e teólogos luteranos acreditavam que a Reforma de Lutero deveria ser ampliada, que a doutrina ortodoxa não era suficiente e que o Cristão devia realizar a comunhão mística com Deus. Entre outros, é possível citar os nomes de Caspar Schwenckfeld, Sebastian Franck e Valentin Weigel. Johann Arndt, teólogo luterano alemão cujos escritos místicos circularam amplamente na Europa no século XVII, amigo e mentor espiritual de Johann Valentinus Andreae e amigo muito próximo de Christoph Besold, também é uma influência conhecida. Arndt foi muito influenciado pelas idéias de Valentin Weigel, e é considerado o “pai” do movimento pietista alemão.

O Terceiro Olho
Representação do terceiro olho e sua conexão com os "mundos superiores" pelo Alquimista rosacruciano Robert Fludd. (Rosacruzes .[século XVII]: "Nós temos a Palavra Maçónica e a segunda visão, Coisas por acontecer nós podemos prever acertadamente.")

O místico e teósofo luterano alemão Jacob Boehme e o educador Jan Amos Comenius foram contemporâneos do movimento rosacruz original do século XVII e também davam testemunho de uma mesma sabedoria. 

Muitos procuraram responder ao "chamado" emitido pelos rosacruzes no século XVII, não apenas naquele séculos, mas também nos seguintes, quando várias organizações com o nome Rosacruz surgiram. Também no século XX surgiram muitas organizações com este nome, todas elas de certa forma co-herdeiras do tesouro espiritual da Rosacruz do século XVII.




Princípios e objetivos


De um modo geral os rosacrucianos defendem a fraternidade universal entre todos os homens. Para os rosacrucianos, os homens podem desenvolver suas potencialidades para tornarem-se melhores, mais sadios e felizes. O rosacrucianismo tem por objetivo primordial levar o homem ao autoconhecimento e à manifestação de sua real natureza espiritual, a fim de contribuir para a evolução de toda a humanidade.

Estes objetivos, segundo os rosacrucianos, podem ser atingidos por meio de uma mudança pessoal, de hábitos, pensamentos e sentimentos. Segundo eles, isto só é possível ao dissipar o véu de ignorância que cobre os olhos dos homens.

A recompensa daqueles que atingem este objetivo, que é de natureza espiritual, é uma paz profunda consigo próprio; estado este que se irradia do indivíduo e atinge todos em volta, produzindo em todos um reflexo positivo.

Cruz Rosacruz

Um dos emblemas associados à Ordem Rosa-Cruz

O que os rosacruzes querem de fato é a libertação da humanidade do mundo onde hoje ela se encontra, onde pode ser de fato apontado o gnosticismo que significa a crença em outra natureza. O rosacruz tem a consciência de que o homem tem outra proveniência, por isso é necessário que tenhamos fraternidade como base, pois a humanidade faz parte da mesma coisa, no pensamento da rosa cruz.

O processo em si, creêm os rosacruzes, que passa pelas etapas internas às externas, se resume em uma mudança de hábitos e é regido pela trindade, sentir pensar e agir. O processo é considerado de faculdades internas pois começa, segundo os rosacruzes, no coração ao contrario de qualquer outro movimento.

Simbolismo

Jóia do Grau 18 Maçônico

Jóia do 18° Grau "Cavaleiro da Rosa-Cruz" (REAA)

O emblema rosacruz, embora com variações, apresenta-se sempre como uma cruz envolvida por uma coroa de rosas, ou com uma rosa ao centro. A rosa representa a espiritualidade, enquanto a cruz representa a matéria.

Outra faceta da Rosa-cruz mais conhecida é o 18º Grau (representando simbolicamente a 9ª Iniciação Menor), o grau de "Cavaleiro Rosa-Cruz", do "Capítulo da Rosa-Cruz" do "Rito Escocês Antigo e Aceito" da Maçonaria, que tem como símbolos principais o Pelicano, a Rosa e a Cruz (veja a postagem "Os graus da Maçonaria").

Diversos livres pensadores defendem que o Rosacrucianismo não é mais do que uma Ordem constituída mas, uma corrente de pensamento, cuja filiação ocorre pela adoção de certas posturas de vida (veja a postagem "Afinal, o que é um maçom?").

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