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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Solidão



Solidão? - por W_Will
Solidão? - por W_Will
A solidão é vista pela maioria das pessoas como uma situação indesejada, frustrante e muitas vezes depressiva.

Cremos que para todos nós, ou para uma grande maioria, a constância da solidão pode ser aterrorizante.

No entanto, avaliando nossa existência, verificamos que aquilo que realmente nos cerca e de certa forma nos caracteriza, é a solidão.

Raramente se nasce ou morre acompanhado e quando excepcionalmente isto ocorre, será que existe grande diferença em nossas situações e visões?

A maioria das decisões verdadeiramente importantes da vida, diga-se, também são tomadas solitariamente. 

A evolução é por natureza pessoal, embora os autores deste artigo também a vejam como grupal. A aquisição de conhecimento também advém de esforço individual na maioria dos casos, inobstante não raramente assistido por outros.

Todas as nossas buscas durante a vida são individuais: no trabalho, na família, nas relações, nas sociedades a que pertencemos e nos amores.

Isto fica muito patente quando avaliamos o que para a maioria das pessoas representa felicidade: amor, riqueza, saúde, paz, tranquilidade, harmonia e outros, são todos conceitos que dependem da avaliação individual quanto à obtenção e concretização.

De fato, uma pessoa pode ser monge e não considerar que chegou à harmonia ou obteve a paz e a tranquilidade, como um grande desportista pode não se compreender saudável, uma pessoa que tenha US$ 10,000,000.00 em sua conta pode não se entender rico e próspero e uma mãe de família com três filhos e um bom marido pode não se considerar amada.

Nossos sentidos são todos os dias bombardeados com uma série de informações e “conhecimentos” que cada vez mais permitimos que nos afastem da idéia de solidão, como se dela precisássemos fugir, embora na verdade a ela estejamos completamente associados.

Para isto, inventamos a TV, o rádio, os jornais, a internet, o telefone, estádios, teatros, supermercados, centros de compras, “baladas” e tudo mais que nos aparente aproximação com outras pessoas.


Música - Por Raquel Cunha
Música - Por Raquel Cunha

E por isto, por medo da solidão, evitamos a meditação, a leitura, o apreciar de uma boa música e tantas outras atividades que quase nos obrigam mergulhar em nós mesmos.


Uma boa leitura não é o mesmo que entrar em um universo diferente do nosso, aparentemente criado, quando na verdade meramente direcionado pelo autor da obra, e inteiramente forjado no nosso interior?

A música de boa qualidade provoca as mesmas sensações e emoções em todas as pessoas? (veja os artigos "A flauta mágica" e "Beethoven")

É evidente que estas e outras atividades são mecanismos de autoconhecimento e imersão em nós mesmos, o que é primordial para o verdadeiro crescimento e para a coerente evolução.

Personagens da literatura brasileira, por marcelo irineu
Personagens da literatura brasileira, por marcelo irineu


Os livros foram os grandes companheiros dos maiores pensadores de todos os tempos, como também dos verdadeiros esotéricos, religiosos e intelectuais.

Quando falamos em livros, referimo-nos ao prazer intrínseco de folhear as páginas da publicação, de sentir ao tato a textura do papel, de sorver o aroma das laudas.







O livro, especialmente quando apreciado em uma boa livraria, é o instrumento capaz de atrair toda nossa capacidade de concentração não apenas mental, mas também pelo uso de vários de nossos sentidos, em especial visão, tato, olfato e audição, neste caso do ruído do manusear das folhas.

E o que falar dos livros antigos e com anotações dos proprietários ou leitores anteriores? Uma grande fortuna encontra-los e manuseá-los.

É por este motivo que não abrimos mão do livro impresso, embora reconheçamos o valor de outras mídias na difusão do conhecimento.

Como dissemos no artigo “O medo de perder”, a vida é feita de momentos.

Temos algum motivo verdadeiro para não passar alguns dos nossos muitos momentos em nossa própria companhia? Afinal, do que adianta retardar nosso autoconhecimento?

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Um comentário:

Julio Colbeich disse...

Muito bom o texto, faz com que reflitamos sobre o assunto, mas sem encerrá-lo.
Me leva a pensar a que natureza do homem é solitária, mas só pode ser vivida em sua plenitude no convívio de outros. Ainda assim é necessário tê-la como companheira nos momentos de auto-conhecimento. (embora essa frase seja contraditória).
Excelente texto, continuarei pensando a respeito dele!